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sábado, 14 de março de 2009
Pelas fragas da Calcedónia
Deste vez resolvi perder-me por entre as pedras da Calcedónia. Deixei o carro lá em cima, no desvio para outro trilho que vai dar ao mirador da boneca (muito pouco interessante).
Não me canso de fotografar estas fragas. Cada ângulo exibe pormenores diferentes.
Pequeno bosque de carvalhos velhos, entrelaçados de trepadeiras e todo coberto de erva. Ao fundo vê-se um maciço granítico que contornei. Parece que é conhecido pelo Tonel (2 fotos seguintes).
Por todo lado, formas fantásticas.
Figura de pedra, mesmo no meio deste caos granítico.
Para além de tímidas violetas silvestres, encontrei estas pequeninas flores rasteiras que são Narcissus bulbocodium (Campainhas-amarelas; Campainhas-do-monte; Cucos), identificados por rosa do Blog dos Cheiros.
Mais uma escultura com as serras a servirem-lhe de fundo.
Carvalhos nas passagens estreitas entre as fragas.
Medronheiro contorcido entre as pedras
Carvalho que a dada altura tombou sobre a pedra e assim ficou, continuando a crescer.
Entrada na fenda
Parece que andou aqui um gingante a brincar, ou a fazer mega-mariolas.
Uma laje redonda, quase como uma moeda, em pé.
Lagartas no caminho. São processionárias. Crescem em casulos de dimensões assinaláveis e por esta altura devem cair ao chão todas enroladas umas nas outras, ficando assim a se contorcer. Não devem dar grande saúde às árvores. Também identificadas por Rosa do Blog dos Cheiros.
Até breve!
Manel
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Pedestrianismo
domingo, 15 de fevereiro de 2009
Vale Glaciar do Vez com Vagabundeandos: Há pelo menos um carro de bois a ranger sobre os carreteiros...
Foi uma caminhada dura para mim. Acho que estou em baixo de forma para tanto carreteiro. Obrigado Vagabundeandos, pela paciência e esperarem aqui pelo caracol.
É um percurso de brandas, muito bonito, todo ele feito por carreteiros íngremes e caminhos de pastores. Um dia muito bem passado e que me fez muito bem!
Quando vi e ouvi um carro de bois ranger pelos carreteiros, senti-me um privilegiado. Afinal esta rede imensa de caminhos de pedras com os trilhos dos carretos dos ainda faz juz ao seu nome. Os últimos carros de bois ainda rangem em cima deles, para os lados de Sistelo. Outro dia, vi por baixo de uma casa, vários carretos em bom estado, todos guardados em Germil, se calhar, lá na altura das colheitas ou vindimas, também os devem usar...
(Clique na imagem para a aumentar)
A neve do último mês derreteu, engrossou o caudal dos ribeiros que alagaram as partes mais baixas dos carreteiros
Serão cogumelos? Identificado em cogumelosportugal
Afinal parece que são líquenes: Cladonia macilenta.
Qual seria o uso destes edifícios isolados e tão sólidos no meio da montanha, onde apenas existem uns campos, onde só deve crescer feno para o gado? Currais em baixo e silagem de feno para os animais em cima?
Uma das muitas escarpas que contornámos no caminho, fotografadas à pressa, pois havia muito chão para andar...
Uma branda, já bastante alta, com uma fonte de água muito fresca no meio mas, daqui ainda haveriamos de subir bastante.
Vista deslumbrante deste local
Cá está ele, fotografado de longe, com a zoom no máximo. Uma carga de lenha, quem sabe para se aquecerem, fumarem uns enchidos ou cozerem um belo pão. O ranger do carro, encheu a serra e a minha alma. Se ainda houver daqueles com eixo e rodas de madeira, vou ver se consigo filmá-los este ano.
Branda do Crastibô - Fantástico e intrigante!
Das brandas que já visitei, esta é a mais interessante. Os seus cortelhos, sugerem que inicialmente tenha sido usada apenas como uma branda de gado. Depois deve ter passado para branda de cultivo. Daí os currais maiores, os fornos, os campos de centeio, talvez batata. As brandas de gado foram transferidas então bem mais para cima. A inverneira, ou seja, a habitação permanente desta comunidade pastoril, ainda deve ser Porto Cova, onde iniciámos o trilho.
Cortelhos, como os de Poulo da Seida, na Freguesia da Gavieira
Tive a sorte de ver a actividade pastoril na Branda de Gorbelas quando estavam a cortar e silar o feno. Era muito mais pequena que esta. Agora imaginem o que deveria ser esta comunidade nos seus tempos áureos. Será que um dia, os produtos autóctones irão voltar a ser revalorizados e estas comunidades possam ser reactivadas, com esta ou outras actividades eco-sustentáveis? Desabafos de um utópico...
Ribeiro que passa pela Branda de Crastibô

Tapete denso e fofo sobre o muro de pedra solta na Branda de Crastibô. Será musgo e líquen?
Despedimo-nos de Crastibô com o sol a sumir por entre os seus currais sem telhado
Quero agradecer aos autores do texto "Pastoreio livre no Norte de Portugal". São eles Adelino Gouveia, José Vieira Leite e Rui Dantas. Desde que subi até à Branda de Poulo da Seida que pergunto e pesquiso sobre o funcionamento destas comunidades e que os cortelhos me intrigam. Nem que fosse mais sintetizada, era este o tipo de informação interessante que eu gostaria de ver impresso nas centenas de quilos de papel produzidas anualmente pelas autarquias, turismo, icnb, associações de desenvolvimento regional, e demais organizações envolvidas na promoção desta área. Algum com interesse questionável. Aos autores, muito obrigado.
O texto completo está disponível nesta página da SPER. Procure por "Pastoreio livre no Norte de Portugal.
Até breve!
Manel
PS - Se gostou deste tópico, veja também o do trilho das brandas
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quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009
Sol finalmente nas Dunas de S. Jacinto
Já estava farto de estar em casa, ver o céu desabar água e vento.
Hoje fui às Dunas de S. Jacinto. Terreno fofo e plano para recomeçar a esticar as pernas.
Uma excelente tarde, para sentir leves indícios de uma Primavera ainda longínqua e o final de um Inverno, em que as aves de arribação ainda não lhes deu para rumar a norte.
Quem quiser ajudar-me na identificação de espécies, eu agradeço.
Clique nas imagens para as aumentar
Joaninhas. Havia várias sobre esta planta. Indícios da Primavera, ou apenas uma pinta vermelha que já me faz feliz?

Arbusto despido de folhagem, só com este tipo de floração. Salgueiros, identificados por Rafael Carvalho do Blogue Arquitecto D'ouro

Arbustos densos com uns bagos curiosos vejam na imagem debaixo. São sabinas-da-praia (Juniperus turbinata), identificadada por Rafael Carvalho. Segundo consegui apurar, os bagos usam-se para aromatizar aguardente. No entanto estou curioso para saber se também dão para usar como tempero, como os bagos daqueles zimbros com as folhas mais "espinhadas" (desculpem a minha ignorância).


Aproximando-nos do mar embrenhamo-nos num pinhal de troncos finos e retorcidos. Efeitos da intempérie?
Longo passadiço, recentemente restaurado, sobre duna com flora diversa protegida, que nos leva até ao mar.

Estou tão curioso sobre estas pequeninas taças verdes cónicas. São líquenes?
Cresciam na berma do caminho, debaixo de pinheiros baixos, num local sombrio, sobre solo dunar, arenoso claro, entre outras formas do que me parecem ser também líquenes.
Cercas protegem a natureza da estupidez humana. Se esta não existisse, sob as mais diversas formas, como a caça, poluição, urbanismo desenfreado, ou simples desinformação e descuido, a maioria dos nossos cursos de água, poderiam hoje apresentar cenários como este.
Até breve!
Manel
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sábado, 17 de janeiro de 2009
Rota do Padrendo, Gerês Galego. Ago.08
A diferença entre este percurso e os que estamos habituados, é primeiro um site que nos dá o ponto de situação actual do trilho que queremos fazer. Segundo a marcação. Não há margem para dúvidas. Não há stresses de desaparecerem marcas, ou estarem mal sinalizadas. Penso que não seria muito complicado chegarmos a este nível em Portugal. É mais uma questão de entendimento entre as partes envolvidas, desde a criação até à manutenção, passando obviamente pela promoção dos percursos. Acredito que se trata mais disto do que propriamente recursos.
É um percurso de montanha. Uma primeira parte por entre moínhos, bastante frondosa e bonita. Uma segunda onde se sobe um maciço granítico com fragas e paisagens interessantes e por último um bosque na descida que no leva ao ponto de partida.
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