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sábado, 3 de janeiro de 2009

Trilho da Preguiça - Gerês

Este é daqueles trilhos que eu imagino serem bonitos todo o ano. No Verão tem imensos lugares para nos refrescarmos, apesar de se apanhar com turistas a mais, provavelmente pela proximidade do Gerês. Mas no Outono mostra estas cores deslumbrantes, alguns cogumelos e castanhas de bom tamanho no chão. Na Primavera nunca o fiz, porém imagino que seja bastante florido. No Inverno aconselho alguma precaução em piso molhado ou com neve, mas em tempo seco, tudo bem.

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Recanto do Ribeiro da Laja

Não me canso de fotografar estas árvores carregadas de trepadeiras


Ribeiro da Cantina

As primeiras Fistulinas hepaticas que encontrei. Por dentro são húmidas e marmoreadas, autênticos bifes. Identificado em http://cogumelosportugal.forum-livre.com




Parecem azevins, mas frutificam mais cedo e a folha não é recortada. Alguém me ajuda a identificar esta planta?

Os primeiros tons de Outono.

Fim da linha, com a cascata de Leonte.

Até breve!

Manel

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Vergaço e Germil: Aldeias perdidas a visitar

Há duas terras perdidas numa estrada que liga Terras do Bouro ao Lindoso. A Primeira Chama-se Vergaço. Infelizmente já lá só vive gente simpática mas de avançada idade. É daquelas aldeias que estão condenadas. Fica no cimo da serra, com panorâmicas fabulosas, carvalhais cerrados por todo o lado. para mim um lugar idílico. Adoraria lá viver. A outra, é Germil, um pouco maior, ainda tem algumas crianças, mas a escola já fechou e vão estudar a Ponte da Barca. É um lugar muito bonito também. Penso que ambas ficam na orla do PNPG.

Germil tem um percurso pedestre marcado, mas que aparentemente ainda não está homologado no site de Federação Portuguesa de Campismo e Caravanismo, nem referido no pedestriasnismo.blogspot.com. Já o fiz. O meu conselho é deixarem o carro em Germil, fazer pela estrada primeiro de paralelo e depois asfaltada até aproximadamente os cabos de alta tensão e aí, tomar a marca que diz para virar à esquerda. A parte superior do caminho, tem uma parte aberta recentemente, que tem  muito tojo e pedra solta. É desagradável e perigosa até. Enquanto a debaixo desenrola-se num carvalhal antigo, entre muros de pedra solta e caminhos de carreteiro,  onde é impossível o caminhanhte perder-se. A descida é íngreme, assim como a subida claro, mas vai dar direitinho a Germil onde há várias fontes para nos refescarmos.
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Em Vergaço estavam a fazer a silagem das maçarocas do milho.

Perspectiva de um espigueiro abandonado sobre os carvalhais.

As  ruas de Vergaço são todas cobertas por ramadas.
Mais uns edifícios abandonados, virados para a parte nascente da serra.

Outro espigueiro, este tem o telhado com lajes de granito.

Uma ponte tosca feita com lajes de pedra acima de Germil

Joel, um rapaz da terra, esperto. Ia levar as vacas a pastar no monte. Explicou-me que elas não gostam do caminho carreteiro. É quente, magoa-lhes os cascos e a erva cá debaixo é mais tenra. Depois ao final do dia, elas descem sozinhas. Espertas as vacas.

Amanitas rubescens. identificadas em cogumelosportugal.forum-livre.com. Cheiravam lindamente e são comestíveis desde que bem cozidas para eliminar as toxinas. Nesta fase da sua maturidade parecem pães de hamburguer. O problema é que quando mais maduras são confundíveis com as primas Amanitas pantherinas, altamente venenosas. Coexistem nos mesmos caminhos nestas bandas. Vai daí, nunca arrisquei.
3 Amanita rubescens. Também conhecidas por Vinosas.

Os caminhos de pedra solta entre o carvalhal e um ribeiro que não parava de cantar. Um sonho.

Lactarius piperatus a coisa mais picante que jamais provei. Pior que a pior das malaguetas. Identificada em cogumelosportugal.forum-livre.com.

Esta ponte feita de lajes de granito, atravessa o ribeiro e é um ponto particularmente bonito do caminho. Faz lembrar um jardim zen.

Do outro lado do vale, com o zoom no máximo consegui este pormenor do apicultor a tratar das suas abelhas, num casaco bem justo, para nenhuma entrar e ferrá-lo.

Escusado será dizer que em Setembro, não levo fruta na merenda e encho-me destas amoras suculentas.

Flores silvestres nas alamedas. Daboecia cantabrica, identificadas por Carlos Aguiar. Obrigado!

Penso que são líquenes a crescer sobre o musgo.

Adorava voltar a ver um dia, uma junta de bois a subir um carro destes sobre um caminho carreteiro do alto minho. É uma pena não termos o registo filmado desse esforço, a coordenação entre homem e animais sobre caminhos tão difíceis. Posso imaginar as ordens do condutor, o ranger do eixo, o barulho das rodas nas pedras e a expressão de esforço dos animais. Espero mesmo que alguém um dia lhe ocorra de relembrar esses tempos. Estarei lá.

Mais um programa que aconselho e repito.

Até breve!

Manel

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Ribeira de Vilela + Mezio - Trilhos para a Primavera

Mezio é tão pequeno que nem chega a ser um trilho, mas é muito bonito. Ribeira de Vilela (também chamado como trilho do Mezio pela Valimar, origina confusões), está mal marcado e com o mato cerrado em muitas partes. É difícil, mas o caminho carreteiro entre o planalto acima do Mezio (antes do parque de campismo da Travanca) e Vilela das Lages e depois a parte que vai da Ribeira de Vilela a Bostelinhos, estão com uma vegetação luxuriante, florida e os regatos todos a cantar na Primavera. Vale bem as arranhadelas por esta altura. Olho vivo porque o trilho está confuso e mal marcado, mas nada de perigoso, acaba-se por dar com ele.
A Parte entre Vilela das Lajes, Boimo e daí até ao Mezio, o fim do percurso, é que pessoalmente já acho um pouco demais, é difícil de encontrar a marca por trás da escola primária abandonada e com declives acentuados para quem já andou aquilo tudo, tem pouco interesse. A minha sugestão é que se tome a estrada asfaltada que lá vai dar direitinha que nem um fuso, também é bonita e tá-se lá em meia hora.
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Trilho onde o cheiro a pinho é muito intenso, descendo do miradouro do Mezio para um bosque de folhosas
Abrigo de pastor com o redil debaixo de faias e bétulas. O lugar certo para um descanso e merenda.

Regato perto de um redil feito com esteios para garranos, no meio do bosque

Redil de esteios com pasto para garranos

Bosque misto no Mezio

Os garranos por esta altura andam em manada. Acho que para proteger as crias muito jovens ainda

Gado barrosão no planalto acima do Mezio. Daqui é que se desce por um carreteiro até Ribeira de Vilela. Paisagem fantástica mas caminho duro.

À procura de uma sombra entre as pedras quentes do caminho carreteiro

Flores nos muros de pedra solta

Ribeira de Vilela dá para refrescar

Caminho para Bostelinhos, verde e florido e com muita água

Confluência de duas ribeiras em Bostelinhos

Carvalhal, todo verde

Prado florido em Bostelinhos

Até breve!

Manel

Trilho do Currais - Gerês - Set.08

Pelas suas paisagens tão variadas, este é um dos meus trilhos favoritos do Gerês. Além disso e quem conhecer os caminhos marcados com mariolas dos pastores, ou for com tempo equipamento e conhecimentos de navegação, deve ter imensas alternativas. Imagino que daqui até possa chegar ao rio e cascata do Arado.
A única observação que tenho a fazer é a descida da Pedra Bela para a Vila do Gerês. Achei íngreme demais, de saibro solto com uma vegetação desinteressante, perigosa e muito cansativa.
Da segunda vez que o fiz, apanhei um táxi na Vila do Gerês, deixei o carro no parque de campismo do Vidoeiro (2 km acima da Vila) onde supostamente o circuito deveria começar e fiz o percurso em sentido contrário, a partir da Pedra Bela. Esta batota custou-me 7€  e o percurso fica bem mais agradável. No final, peguei no carro e ainda fui fazer mais uns kms na geira romana da Portela do Homem, pela Mata da Albergaria, com direito a banhoca no rio Homem. 

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Há quanto tempo o Tempo esculpe estas fragas?


Duendes admirando a paisagem em amena cavaqueira

Curral da Carvalha das Éguas
Abrigo no Curral do Vidoeiro. Reparem no detalhe que só me apercebi quando editei esta imagem, da cruz deitada, gravada na porta do abrigo.
Panorâmica do Curral do Vidoeiro, com os abrigos e as mariolas. Os pastores precisavam mesmo destes marcos para se guiarem no meio da tempestade, ou há outras razões para as erguerem tão alto,  como aspectos culturais, marcação de  propriedade?
Flores lilazes que brotam nos pastos destas paragens no final do Verão
Merendera pyrenaica. Identificados por Carlos Aguiar. Obrigado!
Garranos no Curral do Vidoeiro
Cogumelos fimícolas - Crescem no esterco.
Vegetação na berma, antes de chegar ao medronhal

Medronhal. Os troncos assumem formas torcidas, fabulosas.

Cascatas no Rio Homem - Mata da Albergaria

Ponte de madeira que dá acesso às cascatas

Um dia que enche a alma.

Até breve!

Manel