Trilho da Preguiça - Gerês.
sexta-feira, 16 de janeiro de 2009
Árvores
Gosto de fotografar árvores e as suas folhas. Às vezes elas não cabem nos relatos dos trilhos, porque são simples vagabundeagens minhas solitárias, por estes lugares que vou conhecendo. Assim, resolvi fazer esta colecção, sem critério absolutamente nenhum. Aliás critério é algo com que tenho alguma dificuldade em lidar...:
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Bosque de folhosas no Mezio com muitas bétulas. Um dos meus favoritos Jul.08
Mezio, Out.08
Mezio, Out.08
Mezio, Out.08
Mezio, Out.08
Mezio, Out.08


Carvalhal em Novembro de 08 no Corno do Bico - Paredes de Coura
Medronhal de Covide, Gerês, troncos retorcidos a crescerem pela encosta. Set.08
O mesmo medronhal, cerrado e com formas fantásticas.
Sobreiro fabuloso entre Regoufe e Covelo de Paivô. Serra da Freita, Arouca, Inverno de 07
Outro sobreiro imponente, dando sombra ao abrigo de pastores no Curral da Carvalha das Éguas. Gerês. Set.08

Santa sombra entre o Mezio e Vilela das Lajes, Arcos de Valdevez. Agosto 08.
Bosque misto no Trilho das Brandas de Sistelo em Janeiro 09.
Trilho de Castelo em Terras do Bouro. Um grupo de carvalhos mortos, mas de pé
Eram vários círculos de erva queimada. Alguns com uma árvore carbonizada, umas de pé outras tombadas. Terão sido atingidas por raios?

Duas Tremellas mesentericas, das maiores que já vi, num carvalho. Geralmente encontro estes cogumelos em ramos caídos no chão e nunca deste tamanho. Corno do Bico. Dez.08
Círculo apertado de coníferas. Corno do Bico, Paredes de Coura, Mar.07
Parece azevim, mas a folha não é recortada e as bagas aparecem em Outubro.
Trilho da Preguiça - Gerês.
Trilho da Preguiça - Gerês.
Cores do Outono no Trilho da Preguiça
Medronhos, a amadurecer, no Trilho da Preguiça
Carvalho retorcido no Trilho da Preguiça, coberto por trepadeiras
Os troncos dos Medronhos no Gerês assumem formas muito curiosas. Trilho da Preguiça também.
Esta jurou que havia de vingar, nem que fosse no precipício.
Trilho da Preguiça.
Até breve!
Manel
Serra D'Arga e cercanias
Amigos,
Apesar de já ter feito alguns percursos na Serra D'Arga, um lugar que me é muito querido, optei por postar aqui imagens de vários recantos da mesma, em vez de trilhos.
Espero que gostem.
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Pequena lagoa abaixo da ponte das traves
As gentes daqui usam os materiais disponíveis. Neste caso, lajes para fazer uma cancela.

Hakea Sericea. Arbusto com espinhos que floresce no Inverno. As flores exalam uma fragrância intensa que atrai muitas abelhas. Identificado por Crix de As Minhas Plantas
onde se pode ver e ler mais um pouco sobre este ele. Obrigado Crix!
Recanto perto da Ponte das traves
Outra azenha. A seguir vejam o interior.
Algum equipamento de moagem ainda cá está.
Escadaria que levam ao bosque de coníferas do mosteiro. Será algum ritual, os peregrinos passarem por aqui, lavarem os pés e só depois entrarem no mosteiro?
Ser vigilante a caminho do posto de vigia da Pedra Alçada. Pena as nuvens. Estavam tão baixas que daqui para a frente não deu para registar mais nada.
O trilho da Pedra Alçada, está praticamente sem marcas, após os incêndios de 2005. No entanto o Vereador do Turismo da Câmara Municipal de Caminha, por email, já me disse que estão a proceder à remarcação e melhoria da circulação destes e outros trilhos nesta região. Para além disso vai haver novos trilhos na área. Boas notícias. Mas para já cuidado redobrado com este.
Santa Tecla (La Guardia Espanha) e o Atlântico lá longe.
Rio Âncora. Um lugar que procuro para me acalmar um pouco depois do reboliço intenso das praias no Verão.
Pôr do sol em Seixas na varanda da casa de uns amigos, depois de um dia bem passado.
Até breve!
Manel
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domingo, 11 de janeiro de 2009
Brandas de Sistelo nevadas. Com Vagabundeandos. 10.Jan.08
Para quem há poucos dias editou um texto, justificando o seu gosto por caminhar sózinho, hoje faço exatamente o contrário:
Sinto-me um privilegiado por ter feito o trilho das Brandas de Sistelo, uma freguesia dos Arcos de Valdevez, com três "Vagabundeandos". Foi a caminhada certa, com as pessoas certas, no dia certo.
As suas capacidades e esforço de orientação, são excepcionais. Não teria sido possível fazer este trilho com qualquer pedestrianista, muito menos sózinho. Para eles até raspar a neve das pedras, para procurar marcas valia. Quanto a mim, tive a vida fácil. Fechava cortejo no meu passo de cágado, fotografando tudo. Para me orientar? bastava olhar para o chão e seguir as pegadas deles. Simples simples.
É daqueles dias que me deixa bem-disposto por algum tempo.
Obrigado Vagabundeandos!
Curtam as fotos:
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Obrigado amigos. Assim é fácil!
Garranos com Sistelo ao fundo
Carreteiro atepetado com neve. Enquanto esta não vira gelo, até fica mais fácil andar por aqui. Do outro lado do vale, na cordilheira, consegue-se distinguir as mariolas gigantescas dos pastores, entre as brandas, para os lados da Gavieira .
É impressionante como a neve muda um cenário.
Parte do trilho entre um bosque misto de coníferas e folhosas. Deslumbrante.
Santo engano! Descer pela estrada já era complicado, por este carreteiro, com gelo era malho na certa.
Estendal do suor, pela merenda, no topo do caminho.
A perspectiva da mesma caminhada pelo Paulo, no blogue Vagabundeando, é excelente. Vejam que vale a pena!
Até breve!
Manel
PS - Mais um percurso Valimar, com claras deficiências de manutenção. Água mole em pedra, neste caso ouvido, duro...
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Brandas,
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segunda-feira, 5 de janeiro de 2009
Porque caminho sózinho
Razão primordial: porque nunca há ninguém para se levantar, às horas que eu me levanto e ir comigo sem aviso prévio.
Mais objectivamente, porque odeio ginásios e tenho que perder peso. Mas se fosse só por isso, andava na cidade, ou já me tinha fartado das caminhadas.
Há ainda outros aspectos, como andar devagar, por ser pesado e ter medo de cair, por ficar a observar, fotografar ou a colher cogumelos e plantas. Não deve haver muita gente com paciência para me aturar ou esperar por mim.
Vai daí, é bom caminhar sózinho. É tão bom ver nascer o sol, não ver ninguém, ou encontrar alguém. É tão bom ouvir o silêncio ou ouvir a natureza. É tão bom saborear bagas, frutas, ervas, beber a água das fontes, revigorar-me nos ribeiros.
É tão bom ficar todo suado a subir um carreteiro ou perder-me numa floresta. É tão bom chegar placidamente a metros de uns garranos e eles continuarem por ali a pastar.
É tão bom contemplar e surpreender-me com as descobertas, sejam elas quais forem. Desde a paisagem mais deslumbrante ao insecto mais insignificante. Faço-o com tanto entusiasmo!
É tão bom estar no meio de uma tempestade, ver o nevoeiro passar entre as árvores e estar todo molhado. No mesmo espaço as sensações mudam, de repente ficamos mais atentos, tudo parece mais poderoso. É a intempérie. Se no mar já achava bom, na floresta também o é.
Quando caminho, esqueço-me de comer, de beber (embora não deva). Sou feliz, nada dói. É tão bom!
Enquanto caminho, falo com o que encontro, falo comigo.
E sabem? Não me sinto sózinho, não estou sózinho.
O cansaço é bom e o sono sabe melhor.
Até breve!
Manel
PS - Descansem aqueles que consideram uma irresponsabilidade da minha parte. Eu não arrisco assim tanto. Repito muitos percursos já meus conhecidos.
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